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Ventosa


A ventosa é como um copo, normalmente esférico. Provocava-se a sucção da pele para dentro dela queimando-se o ar interno, que diminui de volume provocando a sucção. Dispomos de outras formas de promover a sucção, como uma pinça embebida com álcool ou uma vela, e até de equipamentos que provocam a sucção por meios mecânicos.

A pressão negativa facilita a eliminação de gases e toxinas (se colocarmos água dentro de uma ventosa, veremos pequenas bolhas subindo). A sua principal utilidade, desde a antiguidade, é a sua atuação sobre o sistema circulatório. Na atualidade, possui uso certo nos programas de lipomodelação, nas técnicas corporais de relaxamento e no tratamento de alguns males.

A ventosa era utilizada nos tratamentos com sangrias porque exsuda os líquidos locais – sangue e linfa. Caiu em desuso com o desenvolvimento da farmacologia, sendo seu uso quase que restrito aos acupunturistas, em especial sobre o meridiano da Bexiga, canal de energia que detém os pontos de Assentimento ou "descarga" de energia.

Na atualidade encontra larga aplicação tanto na linha terapêutica quanto na Estética, como veremos nas suas aplicações.

http://www.ibted.org.br/Figuras/Texto/vent01.jpg

Ventosas coreanas de acrílico, sucção mecânica

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Ventosas de vidro, sucção a fogo

 

Existem três tipos de ventosas: a seca, a molhada e a deslizante.

Até o século passado, a ventosa molhada era utilizada como panacéia. Atualmente, a ventosa deslizante vem rapidamente ganhando terreno nos campos fisioterapêutico, das massagens e da estética.

1- A ventosa seca consiste na aplicação de um conjunto de ventosas sobre a região indicada para tratar o mal que se deseja combater. Costuma deixar marcas (hematomas), que podem ser vermelhas, marrons, roxas e até pretas, o que servirá de diagnóstico da qualidade do sangue. Como esses hematomas demoram alguns dias para desmanchar, as ventosas fixas são pouco procuradas pelo nosso povo, adepto de praia. No nosso curso, só a recomendamos em certo quadro estético.

2- Ventosa molhada. Nesta, escareia-se a pele imediatamente antes da aplicação da ventosa. Seja com o uso de martelinho apropriado, de agulha especial ou de equipamento específico, a escara promove a retirada de um pouco de sangue (assim ficará molhada). Seu uso, atualmente, é ainda mais restrito. Certamente aqui, no IBTED, não a utilizamos.

3- Ventosa deslizante. Como esta evita o hematoma ao mesmo tempo em que colhe os benefícios da técnica, tem encontrado grande utilidade entre os fisioterapeutas e massagistas. Quase não se tem registro dessa prática no passado, mas ela vem rapidamente ganhando terreno.

Autores não sabem exatamente qual povo foi o primeiro a utilizar a ventosa. Sua prática era comum pelo povo grego no séc. IV a.C., sendo mencionada nos escritos de Hipócrates, mas tem-se registro de seu uso no antigo Egito e pelos índios americanos. Alguns relatam que estes utilizavam chifres de búfalos e provocavam o vácuo por sucção oral no trato de mordedura de cobra e picada de insetos e escorpiões. Há quem diga que eram utilizadas na China antiga, também de chifres de búfalos e tamponadas com cera de abelha, mas um biólogo já me corrigiu dizendo que isto seria impossível porque na China antiga não havia búfalos, que têm os chifres ocos, e sim caprinos, que não. Outra correção me foi feita quanto ao uso das ventosas em mordedura de cobra e picadas: a mordida deixa o veneno no tecido, que pegará o caminho de retorno (linfático ou venoso), e não o arterial (que jorrará no corte que supostamente seria feito para a sucção com a ventosa). O Instituto Vital Brazil, famoso pela produção de soro antiofídico, já emitiu diversos documentos, inclusive em campanhas escolares, orientando para não utilizarmos cortes em picadas e mordeduras: iriam agravar o quadro.

Os gregos mais antigos utilizavam uma cabaça, sendo que Hipócrates já se referia a grandes ventosas de vidro. Ele descreveu vários tratamentos à base delas. Galeno (médico do séc II da era cristã) descreve o uso de ventosas de chifres, de vidro e de latão, sendo a última, a mais utilizada, mas recomendava a de vidro para que os médicos iniciantes pudessem observar a quantidade de sangue extraída. De Hipócrates até o século XVIII, a ventosa participa praticamente de todos os escritos médicos, ora como ferramenta de apoio à sangria (ventosa molhada), ora como opção a ela (em alguns casos, recomendava-se a ventosa seca). Há relatos de indicação das ventosas para praticamente todos os males, nas mais variadas partes do corpo e para quase todas as idades.

As outras opções terapêuticas médicas correntes eram a hidroterapia, o jejum, a colonterapia e as sanguessugas, sendo que estas são consideradas substitutas das ventosas molhadas. O uso desses vermes aquáticos (há várias espécies) iniciou na Grécia antiga. Acreditava-se que elas extraíam o sangue com os "humores mórbidos", promovendo a cura, sendo seu uso comum na Idade Média. Chegaram a ser criadas em fazendas especializadas. A França, por exemplo, após esgotar a produção nacional, importou 40 milhões desses vermes em 1833, que eram aplicadas por barbeiroscirurgiões (as barbearias eram o local de venda das sanguessugas e os barbeiros recebiam uma licença especial para aplicá-las).

Para Ilkay Chirali (pg. 3), a ventosaterapia é utilizada na China há centenas de anos, inicialmente feita de chifre de gado (coerente, pois há centenas de anos que para lá foi enviado gado).  Para Antônio Cunha (pg.15), a ventosaterapia ocidental européia obteve o seu sucesso terapêutico no oriente através do Japão, há 30 anos aproximadamente... divulgada pelo Dr Kuroiwa. Informação não coerente: a ventosa sempre foi coadjuvante nas sangrias. Desde a época de Hipócrates que as ventosas são utilizadas para a extração de sangue. A sangria não consistia em cortar artérias, que jorrariam muito sangue, mas na escarificação da pele e aplicação de ventosa no intuito de retirar o sangue. A retirada do sangue com as ventosas sempre foi importante para exsudar o tecido: mais seco, sairia menos sangue e linfa do tecido durante a assepsia, reduzindo o risco de infecção.

Os principais usos da ventosa são:

1- Tensão muscular, como dores nos joelhos, nas costas etc. A ventosa promove a passagem do sangue da corrente sanguínea para a corrente periférica, na pele e, a seguir, o derrama sobre o músculo, relaxando-o. Muitas vezes, a tensão é tão grande que a massagem na área fica dificultada. A ventosa facilita o trabalho do massagista ou fisioterapeuta.

2- Hipertensão arterial. O hipertenso costuma ter a musculatura cervical e o trapézio muito tenso. A ventosa, aplicada na região, relaxa a musculatura ao mesmo tempo em que diminui a pressão sanguínea.

3- Problemas respiratórios. Nos casos de bronquite, enfisema ou mesmo de uma simples falta de ar, geralmente podemos perceber que o diafragma (músculo entre o tórax e abdômen, responsável pela utilização dos lobos inferiores do pulmão) está quase ou sem nenhum movimento. Com ele contraído, os lobos inferiores do pulmão não se movimentam como deveriam, promovendo a proliferação de vírus nestes lobos, fato responsável pelos sintomas na maioria dos problemas respiratórios. A ventosa, aplicada sobre os músculos responsáveis pela respiração, a facilita.

4- Intoxicação. Talvez esta seja a melhor indicação da ventosa, apesar de esse público quase não a procurar. Com a sucção, o aumento da corrente periférica promove maior nutrição das células, desintoxicando-as. Além disso, a ventosa facilita a limpeza das glândulas sudoríporas e sebáceas, além de aumentar a drenagem linfática e a circulação venosa. Bem ao contrário dos casos de envenenamento, em que as ventosas agravariam o caso podendo até facilitar o óbito (ventosas são terminantemente proibidas em casos de envenenamento).

5- Dor em cicatrizes cirúrgicas. A expansão da pele facilita o descolamento de neurônios aderidos reduzindo e constantemente eliminando dor residual que regulamente ocorre em cicatrizes. É um uso curioso: geralmente bastam uma ou duas seções para que cicatrizes cirúrgicas antigas, que mantinham alguma dor ao toque ou ao aumento da pressão atmosférica, simplesmente fiquem sem a sensibilidade.

6- Celulite. Dependendo do grau, a Lipodistrofia Ginoide tem melhorias na sua aparência. Parece que a pressão negativa facilita uma melhor distribuição da massa de gordura (aglomeração de adipócitos), melhorando a aparência. Nestes casos, é necessário começar com as ventosas menores e abusar da cânfora no creme ou óleo de massagem: a aplicação é muito dolorosa. Este uso tem lá suas críticas. Eu mesmo andei duvidando dessa aplicabilidade até que conferi resultados em algumas clientes da clínica. Gostaria de ter trabalhos científicos que tanto conferem quanto contestam este uso.

7- Furunculose. Em desuso. A ventosa, em tempos idos, era utilizada como coadjuvante no tratamento de pústulas e furúnculos. Hoje em dia, a recomendação médica é procurar um posto de Saúde mesmo sem esperar que o furúnculo amadureça.

8- Estrias. Um dos principais usos na atualidade. A sucção força a passagem de sangue (e seus nutrientes), aumentando a oxigenação e a elasticidade do local. Não vai voltar a ser como o tecido era antes da lesão, mas aumentando a densidade de colágeno local, a textura e a cor podem melhorar.

Outra vantagem da ventosa, é que ela pode ser aplicada fora da região que se deseja afetar. Como a pele é contínua, a hiperemia numa área aumenta a circulação de sangue no restante, o que facilita o relaxamento muscular também em outras áreas.

As ventosas também têm suas contraindicações, como dermatites, psoríase, micoses, cortes e hematomas recentes, insuficiência cardíaca, hipertensão do fogo, quadros fúngicos, bacterianos e viróticos (em problemas pulmonares, ponderar as vantagens), osteoporose e na terceira idade.

Programa do nosso curso

No nosso curso priorizamos a prática segura e criteriosamente definida, por isto nossa abordagem em acordo com a Fisiologia; sobre os usos terapêuticos (tensão muscular, bronquites, falta de imunidade e hipertensão arterial), na Estética (desintoxicação da pele, ação sobre o fibroedemagelóide - celulite, modelagem corporal e estrias)  e as contraindicações.

 

Bibliografia

CUNHA, Antônio Augusto. Ventosaterapia. São Paulo: Ícone.

Chirali, Ilkay Zihni. Ventosaterapia. São Paulo: Roca.

KIM, Danielson. Suma de diagnósticos secretos para tratamento com a ventosaterapia. DONG YANG.

 

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